hzerohzero
HomeSoluçõeskonqPlataforma de concursosafereColeta de dados auditávelconsultoriaSoftware sob medidaInstitucionalBlog
konq
Plataforma de concursos

Uma plataforma multi-tenant para organizar concursos de produtos de ponta a ponta: inscrição, avaliação por jurados, classificação e certificado.

afere
Coleta de dados auditável

Um sistema de formulários customizáveis e registros de campo, com trilha de auditoria, registros de não conformidade, controle de acesso granular e visão georreferenciada.

consultoria
Software sob medida

O nosso time desenvolvendo o que a sua operação precisa: uma aplicação nova do zero, a manutenção de um sistema que já está no ar, ou o site da empresa.

Onde já rodam

Nossas plataformas são a base dos projetos que entregamos — e evoluem a cada operação nova que entra.

← Blog
Cultura

Quando vale construir em vez de contratar

Equipe hzero · · 4 min de leitura

Olhamos duas ferramentas prontas antes de construir a nossa, e o critério que decidiu não foi preço. Contamos a conta inteira, incluindo o que perdemos ao escolher construir.

Toda empresa chega nessa encruzilhada: existe uma ferramenta pronta que resolve quase tudo, e existe a tentação de mandar fazer uma sob medida. A resposta certa quase sempre é comprar a pronta. Vale contar a vez em que não foi, e por quê — porque o critério serve para qualquer decisão dessas, não só para a nossa.

Precisávamos de um sistema para organizar as vendas: quem procurou a gente, em que ponto está a conversa, qual o próximo passo. Olhamos Pipedrive e Monday. Os dois são bons e resolvem o problema de muita gente. Nenhum dos dois entrou.

Preço é o primeiro motivo, e é o mais fraco

Essas ferramentas cobram por pessoa que usa. Isso faz sentido quando a operação comercial já está de pé e cada vendedor se paga. Para quem está começando a levar dois produtos ao mercado, é uma despesa fixa que chega antes da receita que deveria sustentá-la — e que aumenta justamente quando você contrata alguém, ou seja, no pior momento do caixa.

Mas custo sozinho não decide nada. Ferramenta boa se paga. O que pesou junto foi olhar a lista de recursos e perceber quanta coisa não usaríamos: disparo automático de e-mails em sequência, previsão de quanto vai fechar no trimestre, divisão de carteira por região, controle fino de quem enxerga o quê. São recursos maduros, feitos para operações grandes. Cada um deles é uma tela a mais, uma configuração a mais, uma dúvida a mais na rotina — para resolver problema que não temos.

O que faltava nos dois

Havia uma exigência que nenhum dos dois atendia sem improviso: queríamos que as propostas fossem escritas e guardadas no mesmo lugar onde o cliente vive.

Proposta de projeto de tecnologia muda várias vezes antes de fechar. Muda o que está incluído, muda o prazo, muda o tamanho do time. Quando cada versão vive num documento solto, você perde o histórico do que foi oferecido em cada rodada — e é esse histórico que explica por que o cliente aceitou ou desistiu. Anexar um PDF no cadastro do cliente não resolve: vira arquivo morto ao lado de uma conversa viva.

Ficou de pé em duas semanas.

A diferença não é o cadastro

Aqui está o que fez a decisão valer, e não tem a ver com economia.

As ferramentas de mercado registram quem você já encontrou. São um bom arquivo: organizam o contato, a etapa da negociação, a próxima ligação. Mas elas começam a funcionar depois que você já sabe para quem quer vender.

O nosso procura. Ele parte da descrição dos nossos próprios produtos e projetos e traz nomes com contato, prontos para abordagem. No caso do Konq, localiza eventos e aponta onde vale colocar esforço comercial. O trabalho que antes era alguém garimpando na mão e mandando planilha para o time passou a chegar pronto.

O formulário de contato do site cai nesse mesmo fluxo, direcionado pelo assunto que a pessoa escolhe: se casa com um dos produtos, vai para a fila daquele produto; se não, entra como contato a retornar.

Não vamos abrir como isso funciona por dentro — é a parte que nos dá vantagem. O que importa para quem está com a mesma decisão na mesa é o critério: valeu construir porque havia uma função que nenhum produto de prateleira oferecia. Não porque queríamos algo mais barato.

O que deixamos de ter

Essa é a parte que costuma sumir quando alguém conta que fez a própria ferramenta.

Ficamos sem relatórios prontos. Ficamos sem aplicativo de celular. E, o mais caro dos três, ficamos sem a bagagem que uma ferramenta madura traz de fábrica: anos de decisões testadas em milhares de operações comerciais diferentes, aprendizado sobre o que funciona numa negociação. Isso a gente vai descobrir sozinho, errando onde outros já erraram e já corrigiram.

Integração com e-mail acabamos tendo que construir, porque sem ela o resto não fechava.

Quando essa conta vira ao contrário

A decisão continua boa enquanto duas coisas forem verdade: a operação é pequena o bastante para que as perguntas que fazemos aos dados sejam simples, e a função que nos fez construir continua sendo diferencial.

No dia em que o time comercial crescer a ponto de precisar de divisão de carteira e previsão de receita, comprar volta a ser a resposta certa — e aí saberemos exatamente o que pedir, porque terá sido a operação a nos ensinar. Construir agora não é birra contra ferramenta de terceiro. É leitura do momento da empresa.

Se você está com essa decisão na mesa, o critério é esse: construa quando faltar uma função que ninguém vende, não quando o que faltar for desconto.